Curitiba (PR) – Um crime chocante foi descoberto na manhã do último domingo (20) no bairro Batel, região nobre de Curitiba, após uma criança de 9 anos perceber manchas de sangue na própria cama. A observação do menino levou à revelação de um feminicídio seguido de suicídio em um apartamento no andar superior da cobertura onde ele morava com a mãe.
“Mamãe, tem umas manchinhas estranhas na minha cama”, disse o garoto ao ver que o líquido, na verdade sangue, havia escorrido do teto e respingado sobre seus brinquedos, tablet e cobertas. A mãe, ao verificar a cena e não encontrar ferimentos no filho, percebeu que o sangue escorria da laje, atravessando o forro de gesso.
Imediatamente, ela acionou a Polícia Militar, que, ao chegar no local, suspeitou inicialmente de um possível animal morto no apartamento acima. Após tentativas de contato com os moradores da cobertura, sem resposta, os agentes arrombaram a porta e encontraram dois corpos no local.
As vítimas foram identificadas como Anne Leigh Mackenzie, de nacionalidade sul-africana, e Ian Alexander Bruder, cidadão norte-americano. Segundo a Polícia Civil, Anne foi encontrada com dois tiros na cabeça, enquanto Ian teria se suicidado com um disparo na própria cabeça após cometer o crime. Uma pistola Glock 9mm com numeração raspada foi localizada ao lado dos corpos, além de múltiplos celulares, passaportes, munições, um carregador caracol com capacidade para 50 tiros e seringas.
O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio, e segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná.
A mãe da criança relatou o trauma vivido pela família. “Era para ser um domingo comum. Meu filho foi tomar o leite dele no quarto e, quando percebeu as manchas, me chamou assustado. No início achei que poderia ser algo como um rato no gesso, mas infelizmente era muito pior”, contou a vizinha do casal.
O crime, ocorrido em um edifício de alto padrão, chocou os moradores da região e gerou forte comoção nas redes sociais. As motivações do assassinato ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

Jornal A Folha