Talvez seja a data, talvez sejam os olhares dos filhos, ou apenas o sussurro suave da memória que nos visita, mas a verdade é que, neste dia, sentimos com mais nitidez o peso e a beleza de termos um coração moldado pela maternidade.
Quando Deus plantou em nosso peito a fortaleza ao lado da ternura, a saudade ao lado da presença, a coragem ao lado das lágrimas, a dor ao lado do amor, Ele sabia o que estava fazendo. Sabia que o coração de uma mãe precisaria, ao longo da vida, construir pontes- delicadas, firmes e silenciosas- entre todos esses afetos.
Pontes para atravessar noites insones.
Pontes para suportar ausências.
Pontes para sustentar esperanças.
Pontes que ligam o ontem ao amanhã com o fio da fé.
Deus, em Sua infinita bondade, não apenas nos incumbiu da travessia. Ele mesmo providenciou os alicerces para cada ponte. Colocou sua mão disponível, para que, nos dias em que nossos passos teimassem em não avançar, pudéssemos nos segurar nela e continuar. E mais: colocou-Se do outro lado do rio, esperando-nos com a ternura do Seu abraço.
O abraço que enxuga as lágrimas.
O abraço que devolve o sorriso.
O abraço que recupera a esperança.
O abraço que acalenta a vaziez da saudade.
O abraço que nos revigora as forças.
O abraço que nos recorda o sentido da vida.
O abraço que nos sussurra ao coração cansado: “Não estás sozinha!”.
E é por isso que, mesmo com as dores, as renúncias, os silêncios e os vazios que só nós conhecemos, vale a pena ser mãe!
Vale por cada pequeno gesto de amor.
Vale por cada travessia.
Vale porque, ao final de cada ponte, há um recomeço, e um amor que não tem fim.
Obrigado, Senhor pelo dom de ser Mãe.
Pelo dom da vida que embalamos em nossos braços.
Pelo milagre dos filhos, que imprimem em nós, o verdadeiro significado da palavra “Mãe”.
Obrigado, Senhor por nos dar a Virgem Maria
Mãe de todas as mães.
Modelo de fé, de entrega, de amor incondicional.
Que Ela nos cubra com seu manto
nos inspire na ternura,
nos fortaleça nas dores,
e nos acompanhe em cada travessia.
Amém.
Palmas, Paraná, Dia das Mães, 2026.
Theresinha Acco – Escritora.
