A atividade ocorreu na Sala do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e reuniu pais, mães e familiares de pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento.
Com o tema “A importância da intervenção precoce e das terapias”, o encontro contou com a participação da psicopedagoga Cristina Duarte, que trouxe orientações práticas sobre o papel do diagnóstico e das abordagens terapêuticas no desenvolvimento integral das crianças.
A profissional destacou a relevância da identificação precoce de sinais e sintomas, ressaltando que o acesso a terapias adequadas pode transformar trajetórias e oferecer melhores condições de autonomia.

Outro momento marcante foi o depoimento de Marta Oliveira, professora e pessoa adulta com autismo, que compartilhou sua vivência sobre os efeitos do diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com fala firme e sensível, relatou os desafios enfrentados desde a infância, a sensação de invisibilidade prolongada e a mudança significativa que ocorreu após o reconhecimento do diagnóstico já na vida adulta.
Ao narrar sua rotina, Marta trouxe reflexões sobre estímulos, sobrecarga emocional e as estratégias desenvolvidas ao longo dos anos para lidar com as demandas do cotidiano. Sua experiência reforçou a importância do acolhimento, da escuta atenta e da construção de políticas públicas que também contemplem as pessoas adultas no espectro.
O grupo “Vamos Conversar”? se consolida como um espaço de escuta, acolhimento e construção coletiva de saberes e afetos. A cada encontro, um profissional e um familiar convidado compartilham suas experiências, fortalecendo emocionalmente as famílias, valorizando as vivências individuais e estimulando a formação de redes de apoio comunitário. As atividades terão continuidade com encontros mensais, cuja programação será divulgada pelas redes sociais do departamento de Ação Social.
P.M.C.D.S.

Jornal A Folha