Se idiota for aquele que não pensa, que não questiona, que apenas repete — então sim.
Estamos perdendo a capacidade de pensar por nós mesmos.
A psicologia comportamental alerta: comportamentos que exigem esforço tendem a ser evitados. E pensar exige esforço. Escrever exige esforço. Fazer conta exige esforço.
Mas por que fazer esforço se o celular corrige, responde, calcula, resume?
Estamos vivendo uma era em que tudo é entregue pronto — e, com isso, nosso cérebro está sendo subutilizado.
A verdade é que estamos terceirizando funções que antes eram nossas.
Não lembramos mais números, não organizamos mais ideias, não refletimos mais profundamente.
A pressa virou norma. O superficial virou suficiente.
E assim, vamos criando uma geração que lê o título, mas não o texto.
Que repete frases, mas não sabe o que significam.
Nosso cérebro precisa de desafio. Ele cresce com perguntas, com erros, com tentativa e erro. Mas se não usamos, ele se acomoda. Se só clicamos, ele enfraquece.
E o mais triste: perdemos o prazer de criar com a mente.
A burrice moderna não é falta de acesso à informação — é excesso de distração e falta de profundidade.
Estamos distraídos demais para pensar, acelerados demais para refletir.
E quando não refletimos, viramos massa de manobra.
Se queremos reverter isso, precisamos reaprender a escrever, a argumentar, a questionar.
Valorizar o raciocínio, não a rapidez.
Celebrar a dúvida, não a certeza pronta.
Porque o mundo já tem muita gente falando.
O que falta é gente que pense.
Estamos ficando cada vez mais idiotas?
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
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