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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
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Solidão a dois: o silêncio que mora dentro de muitos relacionamentos

Ninguém fala sobre isso… mas muitas mulheres vivem exatamente assim. Dormem ao lado de alguém, mas se sentem sozinhas.

Solidão a dois: o silêncio que mora dentro de muitos relacionamentos
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Compartilham a casa, a rotina, as responsabilidades… mas não compartilham mais a alma.
É a solidão mais silenciosa que existe:
Aquela que acontece dentro de um relacionamento.
Porque diferente da solidão de quem está só, essa não é visível.
Ela não aparece nas fotos, não é percebida nas reuniões de família, não é comentada entre amigas.
Ela é disfarçada de “está tudo bem”.
Mas não está.
São mulheres que conversam cada vez menos, que deixaram de ser ouvidas e muitas vezes, também deixaram de tentar falar.
Mulheres que se acostumaram com respostas curtas, com a ausência de interesse, com o olhar distante.
E, aos poucos, vão se calando.
Não por falta de sentimento…mas por falta de retorno.
A verdade é que muitos relacionamentos não terminam, eles apenas continuam vazios.
Sem troca.
Sem presença.
Sem conexão.
E isso cansa.
Cansa mais do que discutir.
Cansa mais do que recomeçar.
Porque exige uma força diária para fingir que aquilo ainda faz sentido.
Depois dos 40, muitas mulheres começam a perceber isso com mais clareza.
Não porque o amor acabou…mas porque elas começaram, finalmente, a se enxergar.
E quando uma mulher se enxerga, ela também começa a perceber tudo aquilo que antes aceitava em silêncio.
Percebe que não quer mais só companhia…quer presença.
Não quer só alguém ao lado…quer alguém junto.
E é aí que nasce o conflito interno.
Ficar por hábito?
Ou mudar por amor próprio?
Porque sim, existe medo.
Medo de recomeçar.
Medo de julgamento.
Medo da solidão “de verdade”.
Mas o que muitas ainda não perceberam é que já estão vivendo uma solidão apenas com plateia.
E talvez o ponto mais difícil seja admitir isso.
Admitir que algo não está bem.
Que o relacionamento já não acolhe como antes.
Que o silêncio já incomoda mais do que conforta.
Mas também é nesse momento que algo poderoso começa a nascer.
A consciência.
E com ela, a possibilidade de escolha.
Não se trata de sair de um relacionamento.
Nem de permanecer nele.
Trata-se de não se abandonar dentro dele.
Porque nenhuma mulher merece ser invisível na própria história.
Nenhuma mulher merece viver uma vida onde sua presença não é sentida, sua fala não é ouvida e seu afeto não é valorizado.
Relacionamentos saudáveis não são perfeitos.
Mas são vivos.
Têm diálogo.
Têm troca.
Têm construção.
E, principalmente, têm presença.
Se você se reconheceu nessas palavras, não ignore esse sentimento.
Ele não é fraqueza.
Ele é um sinal.
Um chamado silencioso mas urgente para voltar a si mesma.
Porque no final, a pergunta não é:
“Eu devo continuar nesse relacionamento?”.
A pergunta é:
“Eu estou presente na minha própria vida?”.

Vera Lucia Figueiredo Necher
Professora, escritora e 
idealizadora do projeto 
Rich’s Volleyball Mulheres 40+, em Palmas(PR). @veralucia1234_

Comentários:
Bruno Lima

Publicado por:

Bruno Lima

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